Tudo sobre Carros


Vendas do Volkswagen Bora explodem

Assim, aparentemente do nada (mas só aparentemente, como veremos), um carro geralmente esquecido começou a despontar como bom vendedor nos relatórios da Fenabrave, que são baseados no Renavam: o sedã médio Volkswagen Bora.

O fenômeno começou em dezembro último. De repente, o Bora pulou de 464 unidades vendidas no mês anterior para 1.155 emplacamentos -- um aumento de quase 150%. A média de venda mensal do Bora em 2008 foi de 382 carros.

 

No relatório da primeira quinzena de janeiro, o Bora emplacou 1.040 unidades -- quase o mesmo que em dezembro, mas em apenas meio mês. Esse resultado colocou o carro no 23º lugar geral de vendas de automóveis no Brasil, e em terceiro lugar entre os sedãs médios, atrás apenas do Honda Civic e do Toyota Corolla -- e à frente do usual medalhista de bronze Chevrolet Vectra e do novato mais bem-sucedido e badalado da turma, o Citroën C4 Pallas.

É um resultado sensacional, mas fácil de explicar. A assessoria da Volkswagen fala em boa relação custo/benefício e informa como preços de tabela do Bora R$ 56.510 (manual) e R$ 60.370 (automático), o que já o deixa mais barato que todos os concorrentes no segmento. Mas não é só isso: segundo a marca, uma ação promocional na revendas oferece hoje o Bora manual por R$ 53.190, com 50% de entrada e financiamento do restante em 24 meses com taxa zero; nas mesmas condições, o carro automático sai por R$ 57.050.

A título de curiosidade, esse posicionamento de preço do Bora, no pé do segmento, não é novidade: em janeiro de 2008 a Auto Press já lembrava que o carro oferecia bastante pelo preço que custava. E vale lembrar que a intenção deste post é mostrar que, se uma montadora quiser vender mais, tem de cobrar menos (além, claro, de oferecer um produto decente). Outras marcas deveriam seguir o mesmo caminho.

PS - O modelo do Bora à venda atualmente é o 2.0 a gasolina, vindo do México. O motor bicombustível estreia ainda neste primeiro semestre -- é o mesmo propulsor usado no Golf e no Polo GT. Se com esse motor a Volkswagen chutar o preço do Bora para cima novamente, vai merecer perder a fatia do segmento que abocanhou desde dezembro.

Anotem aí e cobrem depois!  



Escrito por David Hayden às 10h03
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McLaren apresenta novo carro F1

Principais diferenças são os aerofólios e a ausência de apêndices aerodinâmicos

Alastair Grant 

A equipe inglesa McLaren foi a terceira escuderia a apresentar seu novo carro para a temporada 2009 de Fórmula 1. Conforme os já apresentados Ferrari F60 e o Toyota TF109, o bólido MP4-24, que será pilotado por Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen, segue o novo regulamento da categoria, que prevê a redução do aerofólio traseiro, aumento do dianteiro e a ausência de apêndices aerodinâmicos, o que deve esquentar e equilibrar ainda mais o grid este ano.

Diferentes dos carros de Ferrari e Toyota, muito parecidos externamente, o monoposto atualizado da escuderia liderada por Ron Dennis conta com detalhes únicos, como a disposição da suspensão, que tem formato aerodinâmico, e flaps direcionais nas entradas de ar laterais. O carro também adota o KERS, sistema de regeneração de energia a partir de frenagens, garantindo força extra em retomadas de velocidades, equipamento obrigatório nesta temporada.

Alastair Grant

Esta semana o piloto de testes da equipe, o espanhol Pedro de la Rosa, inicia em Portugal no circuito de Estoril os primeiros ensaios com o bólido em seu formato definitivo. A equipe espera ajustar o melhor possível o carro para entrar no campeonato novamente com chances plenas de conquistar os títulos de pilotos, vencido em 2008 por Lewis Hamilton, e de contrutores, conquistado pela Ferrari na temporada passada.



Escrito por David Hayden às 13h31
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Introdução do sistema KERS na F-1 em 2009.

A Fórmula 1 terá várias inovações técnicas em 2009. E, aos pneus slicks e restrições drásticas na aerodinâmica, podem se juntar ainda as asas móveis, mudanças no sistema de largada e, até, condecorações aos pilotos pelas ultrapassagens e vitórias.

Tudo isso está quase acordado com poucas oposições nos bastidores. Mas há uma novidade está dividindo os pilotos, engenheiros e chefes de equipes. Trata-se do KERS. O Kinetic Energy Recory System, Sistema de Recuperação Energia Cinética. Que, simplificando, é um acumulador de energia na frenagem dos F-1 e que poderá ser usado como potência extra nos motores, durante poucos segundos, a cada volta da corrida.
O maior opositor ao KERS é o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo. Embora ele garanta que não é contra a inovação, diz que a considera inoportuna nesta temporada. Luca defende a integração da recuperação de energia nos carros da F-1 em 2012, depois de três anos de desenvolvimento em todo o sistema e sua integração com o motor -- e não neste momento, justamente quando a prioridade da F-1 é a economia.

Embora a Ferrari negue, ela é uma das escuderias que está tendo dificuldades com a adaptação ao novo acumulador de energia à competição. Seus engenheiros garantem que há pouca semelhança entre o KERS a ser introduzido na F-1 e o sistema já existente nos carros  convencionais.

Mesmo com o apoio da  histórica parceira de eletrônica Magneti-Marelli nas  pesquisas, a Ferrari está com o cronograma do KERS atrasado, a ponto de Aldo Costa, diretor técnico de projetos de Maranelo, admitir um "plano B" na abertura da temporada no Grande Prêmio da Austrália. Isso significa que a Ferrari poderá comparecer a primeira corrida com um protótipo novo, mas sem o KERS.

Já a BMW do chefão Mario Theissen é totalmente favorável a utilização do Kers neste ano. O dirigente rebate as críticas a implantação do novo sistema de acumulação de energia cinética e apóia a FIA na imediata introdução da novidade. Para o alemão, a não utilização do Kers seria uma confissão da falta de capacidade de iniciativa técnica.
Max Mosley, cartolão da FIA, chegou a ironizar a crítica da Ferrari à implantação do dispositivo, classificando de imaginável que engenheiros das grandes equipes de F-1 admitam que não podem trabalhar com o KERS por achá-lo complicado.

A McLaren, não faz alarde. Mas, tradicionalmente, se o Kers é ruim para a Ferrari, é bom para ela. Martin Whitmarsh, diretor principal do time inglês, é a favor do sistema. "Uma evolução que possibilitará um ganho importante de potência para usar nas ultrapassagens", define o inglês. Daí escalar os seus pilotos de testes Pedro de la Rosa e Gary Paffet para testar KERS exaustivamente nos treinos de inicio de temporada. 

A Renault trabalha em tempo integral para chegar a receita ideal na utilização dos 70 cv, de ganho em potência em contraponto os 40 quilos a mais de peso que o sistema trará aos seus carros. Um benefício ainda temerário, do qual a Renault já adiantou que poderá abrir mão em algumas corridas.

A Williams, que desenvolveu o seu próprio Kers, é favorável à adoção do novo engenho, mas admite que está tendo dificuldades na concretização.

Os pilotos também estão divididos quanto ao seu aproveitamento. Robert Kubica, piloto da BMW, faz campanha contra novo dispositivo de energia. Para ele, os 40 quilos a mais que o Kers trará aos F-1 é um perda mais importante do que o provável ganho de energia acumulada. Embora BMW seja favorável ao novo sistema, Kubica não deixou de criticá-lo após os testes feitos em Jerez de la Frontera, Espanha, no final de 2008.

O polonês acha que, por ser o piloto mais alto e dos mais pesados da F-1 atual, terá desvantagem com os 40 quilos adicionais. Tampouco crê que o acumulador de energia cinética chegue a facilitar as ultrapassagens, como defende a FIA. Para Kubica a distância de frenagem dos atuais F-1 é pequena e, portanto, muito curtas para o ganho que propicie a ultrapassagem.

Sebastian Vettel, o alemão da Red Bull e mais recente revelação da categoria, ainda duvida da eficiência do KERS, um equipamento que não considera suficientemente seguro. Vettel pode estar com a razão, pois alguns engenheiros temem que o superaquecimento do dispositivo possa causar incêndios. Tanto que obriga os mecânicos a usarem roupas de borracha especial, para proteger-se de descargas elétricas perto dos 500 volts.

Já Christian Klien, outro que testou o carro equipado com KERS em Jerez, em dezembro, acha importante que o dispositivo premie o pilotos com até seis segundos de potência extra por volta. Mas, também, admite que não será fácil desenvolvê-lo rapidamente. "Ainda teremos muito trabalho para chegar ao ponto apertar do botão e ganhar potência', disse o austríaco.

Portanto, é bom lembrar a conhecida máxima da F-1, popularizada pela publicidade, de que "potência sem controle não é nada". "E, às vezes, até atrapalha."



Escrito por David Hayden às 13h17
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 Lincoln MKT

Imponente e exagerado, ele é um estranho no ninho no Salão norte-americano

O segmento de crossovers de grande porte ainda é pouco explorado pelas montadoras nos Estados Unidos. Talvez este seja um dos motivos pelo qual a Lincoln aposta no lançamento do MKT, apresentado pela primeira vez em Detroit.

 

Maior do que o MKX, o veículo segue a receita apreciada pelos norte-americanos antes da crise mundial: dimensões exageradas, luxo de sobra no interior e três fileiras de bancos para toda a família.

Seu visual polêmico é realçado principalmente pela enorme grade dianteira dividida em duas partes, que faz até com que os faróis pareçam pequenos. A linha de cintura é ascendente, principalmente após a coluna "B". As linhas controversas também marcam presença na traseira, dominada pelas lanternas inteiriças.

Internamente, o luxo é característica presente por todos os lados. Teto solar panorâmico e sistema de entretenimento com duas telas de DVD instaladas na parte de trás dos bancos dianteiros são apenas alguns itens oferecidos no MKT.

Outras tecnologias presentes em outros modelos da marca (e também da Ford), como o sistema que indica a presença de veículos nos pontos-cegos (BLIS) e o inovador MyKey, que permite aos pais controlar a velocidade maxima e outros comandos por meio de uma chave para ser utilizada pelos filhos, também são oferecidos de fábrica. A tração integral nas quatro rodas é vendida como opcional na versão mais básica.

O MKT sera oferecido com duas opções de motorização: o 3.7 Duratec de 24 válvulas - que rende 268 cv - e o 3.5 biturbo Ecoboost V6, capaz de gerar 355 cv. O crossover é equipado com uma transmissão automática de seis velocidades, cujas trocas de marcha podem ser realizadas por meio de borboletas instaladas atrás do volante.

A Lincoln ainda não divulgou os preços do novo modelo, que sera produzido no complexo da Ford em Ontario, no Canadá. As primeiras unidades devem chegar às concessionárias até o final do primeiro semestre. 



Escrito por David Hayden às 13h13
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PT Cruiser deixará de ser produzido em 2009

A Chrysler vai parar de fabricar o PT Cruiser até o final do primeiro semestre deste ano, segundo informou o presidente da montadora, Tom LaSorda, ao canal financeiro Bloomberg. O executivo diz que pretende vender a linha de montagem do modelo, localizada em Toluca, no México, mas ainda não há ofertas e a marca está atrás de compradores.

PT Cruiser deixará de ser produzido em 2009

O PT Cruiser será o sétimo carro da Chrysler a deixar de ser produzido desde 2007, quando o maior investidor da marca, a Cerberus Capital Management, vendeu suas ações. Além do PT, o Crossfire, o PT Cruiser conversível, o Durango e os SUV´s Pacifica e Aspen já deixaram de ser produzidos desde o início da crise financeira mundial.



Escrito por David Hayden às 12h00
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Uma surpresinha em Detroit

A Volkswagen apresentou neste domingo, no Salão de Detroit, o conceito BlueSport, um roadster compacto (3,99 metros) aparentemente inspirado no Audi TT, mas com cara de Scirocco, o cupê esportivo renovado em 2008. Foi, até certo ponto, uma supresa: era sabido que esse estudo seria exibido no evento norte-americano, mas o visual pareceu muito mais "realista" do que as especulações, que geralmente eram baseadas no Concept R, de 2003 -- em outras palavras, por fora o BlueSport parece estar muito perto da linha de montagem (talvez chegue em 2011).


O projetista italiano Walter de Silva e o roadster (foto: AP)

 


É o primeiro roadster -- pelo menos até onde alcança a nossa memória -- da Volks, e quanto à carroceria conversível ele pode, um dia, vir a fazer dupla com o Eos, de quatro lugares, prometido para chegar por aqui este ano. O motor em avaliação para o BlueSport é um 2.0 de 180 cavalos, alimentado com diesel e gerenciado pelo câmbio automático DSG de seis marchas e embreagem dupla -- e a Volks garante que, se o roadster ganhar mesmo as ruas, cravará um consumo de 23 km/l.

 



Escrito por David Hayden às 11h41
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A moda dos cupês quatro-portas

 Audi Sportback Concept

Audi Sportback Concept

O Audi Sportback Concept é o conceito de um novo produto muito próximo de sua versão final. Trata-se do A7, um cupê quatro-portas projetado para enfrentar a Mercedes-Benz CLS e o Volks Passat CLC.

Com o sucesso dos dois conterrâneos alemães, a Audi não pode ficar de fora desse mercado. Por enquanto, o carrão traz debaixo do capô um motor V6 3.0 capaz de gerar 228 cavalos. A transmissão automática com opção de trocas manuais tem sete marchas.

Os traços da novidade são semelhantes ao do A5, cupê duas-portas lançado recentemente inclusive no mercado brasileiro por cerca de R$ 240.000.

O modelo final será lançado ainda este ano.

Conceito tem faróis futuristas, dotados de leds, e teto de vidro

Conceito tem faróis futuristas, dotados de leds, e teto de vidro



Escrito por David Hayden às 09h33
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Honda Civic fica igual ao americano

 Honda Civic brasileiro terá frente igual a do americano (foto)

Honda Civic brasileiro terá frente igual a do americano (foto)

Já está confirmado. O Honda Civic passou por leves alterações visuais e ficou igual ao modelo vendido no mercado americano.

A diferença está no parachoque dianteiro, que foi levemente reestilizado. Recebeu uma entrada de ar nas bordas e a grade do radiador ganhou linhas mais retas.

Além disso, o Civic brasileiro passa a contar com controle de cruzeiro, o popular "piloto automático", em todas as versões de acabamento. Na configuração mais cara (EXS), há também controle de estabilidade.

O equipamento de áudio de fábrica passa a vir com entrada USB, o que permite a conexão com tocadores de MP3 ou dispositivos de memória flash.

Há também novas cores, elevando para nove a gama de opções.
Veja abaixo os preços sugeridos para o Honda Civic 2009

New Civic LXS MT Flex - R$ 64.365
New Civic LXS AT Flex - R$ 69.340
New Civic LXS MT c/ couro Flex - R$ 65.990
New Civic LXS AT c/ couro Flex - R$ 70.955
New Civic EXS AT Flex - R$ 83.810
Civic Si MT - R$ 96.965

Honda Civic Si vendida nos Estados Unidos continua diferente

Honda Civic Si vendida nos Estados Unidos continua diferente

MAIS EXCLUSIVO - A versão esportiva Si, no entanto, continua diferente nos Eua. Aqui o modelo tem a traseira exclusiva da versão (foto) e vem com duas portas.



Escrito por David Hayden às 09h30
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Weekend Adventure enfrenta a Peugeot Escapade

Já faz quase dez anos que a Fiat lançou a moda das peruas com apelo fora-de-estrada. De lá para cá alguns hatches também resolveram adotar um visual aventureiro, mas nem todos sobreviveram depois que assumiram a aparência mais descolada. E apareceu a perua Peugeot Escapade para desafiar a precursora Palio Adventure, isso em setembro de 2006.

Mas a tentativa foi em vão, porque o modelo da Fiat se manteve sempre na frente no ranking de vendas em relação à rival de marca francesa. Agora, já mais maduras, as duas peruas voltam a se enfrentar. Dessa vez, a briga foi mais acirrada, já que a Escapade ganhou uma frente mais agressiva, algumas modificações mecânicas e resolveu atacar para valer no quesito preço.

Pois é, a perua da Peugeot começa em R$ 45.190 já com vários equipamentos, inclusive, ar-condicionado digital, sensor de chuva, faróis auxiliares e bancos esportivos. Opcionais são apenas dois: freios ABS (R$ 2 mil) e o pacote que além do ABS vem com duplo air bag (R$ 3.600). Tudo bem que a rival da Fiat é mais encorpada, vem com bloqueio que ajuda a tracionar as rodas em pisos escorregadios (locker), motor um pouco maior (1.8 ante 1.6 da rival), entre outras vantagens. Mas, a diferença de preço entre as duas chega próximo de R$ 10 mil.

Básica, a Adventure vale R$ 52.568, mas coloque vidros laterais traseiros e retrovisores com comandos elétricos, além de sensor que aciona os limpadores de pára-brisa automaticamente, como na 207 Escapade, e verá esse valor inicial subir quase R$ 3.000.

Se você é daqueles que gosta mesmo de dirigir, não faz questão de um porta-malas grande e quer um visual que tenha apenas alguns itens diferentes do convencional, fique com a 207 Escapade.  Ainda mais levando-se em conta essa diferença de preço. Porém, se vai entrar na terra e precisa do espaço para bagagem de uma verdadeira perua, a Adventure passa a ser mais interessante.

Depois de assumir o volante desses dois modelos com apelo off-road  por alguns quilômetros fica claro que o Peugeot se sai melhor em estradas asfaltadas, contornando melhor as curvas, transmitindo mais segurança e até economizando mais combustível. O Fiat inclina bastante de um lado para o outro e mostra que é mais sensível à ação dos ventos laterais com sua maior altura livre do solo e seus pneus borrachudos.

A bordo do Peugeot você até esquece que está dirigindo uma perua. Acelere, quando o ponteiro do contagiros começar a chegar perto dos 3.000 rpm, o carro ganha um fôlego repentino, mostrando disposição. Mesmo depois do regime de torque máximo (4.000 rpm), continuando com pé no fundo, o carro ainda responde bem, até chegar nos 5.600 rpm, quando aparecem os 113 cavalos se tiver apenas álcool no tanque.  Detalhe: os mostradores têm fundo branco e ponteiros vermelhos e a alavanca de câmbio é de aço escovado, o que ajuda a compor um ambiente mais parecido com o dos bons esportivos. Conforme a fabricante a 207 Escapade faz de 0 a 100 km/h em 11,3 segundos, ante 11,5s da Adventure. E abre uma boa vantagem na velocidade final : 194 km/h ante 174 km/h da rival da Fiat. Pena que o volante fica devendo melhor empunhadura e a ergonomia poderia ser mais caprichada. Aqueles botões dos vidros escondidos atrás da alavanca de freio de estacionamento, junto com o comando dos retrovisores são de torcer o nariz de qualquer um.

A diferença ao assumir o volante da Adventure é gritante. A sensação é de que você acaba de se transformar no capitão de uma nave espacial, tamanha a quantidade de luzes, botões e comandos no painel. É um tal de inclinômetro, bússola e regulagens do computador de bordo que chamam a atenção, mas dificilmente vão ser usados. O motor 1.8, ainda de origem GM, continua com certa aspereza, vibrando acima do ideal em rotações mais altas, acima de 4.000 rpm. Por outro lado, tem mais força que a rival da Peugeot nas primeiras marcações do contagiros, facilitando as retomadas e ultrapassagens. O problema é que a suspensão mais voltada para absorver as iregularidades do piso elimina qualquer chance de tentar acompanhar a Escapade nas curvas. O melhor é assumir o lado família do carro, encher o porta-malas de bagagem (de 460 litros ante míseros 313 litros da perua 207) e sair telegrafando no acelerador por aí. Em linha reta, o incômodo é o maior nível de ruído, mas o carro vai bem, contanto que não se esqueça de tomar cuidado nas frenagens, quando a frente não faz cerimônia em mergulhar de cabeça.

Dando uma olhada nas duas peruas, a Adventure transmite uma idéia de robustez com muito mais clareza  que a concorrente Escapade. As proteções emborrachadas estão por toda a parte na perua da Fiat. Dos pára-choques até os pára-lamas, passando pelas portas, com largos frisos laterais. Na capota fica um belo rack com terceira luz de freio embutida. Além disso, os retrovisores vieram da Idea Adventure e contam com piscas nas carcaças. No caso da nova Escapade os destaques ficam por conta dos faróis com lentes escurecidas e da enorme entrada de ar dianteira com aplique que imita alumínio. Na traseira, agora as lanternas vêm com acabamento prateado. Com o melhor acerto de suspensão, reforços estruturais, acabamento mais caprichado e preço atrativo, apesar do porta-malas pequeno, a perua 207 sai com uma vitória apertada.



Escrito por David Hayden às 23h46
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Tire suas dúvidas sobre a inspeção veicular

 

  • Quais veículos devem passar pela inspeção veicular neste ano?
    Neste ano, a inspeção ambiental é obrigatória para 2,6 milhões de veículos registrados no município de São Paulo, incluindo toda a frota movida a diesel, as 770 mil motos registradas na capital e 1,5 milhão de carros fabricados a partir de 2003. Apenas os veículos comprados em 2009 e os automóveis fabricados antes de 2003 serão inspecionados a partir de 2010.
  • Por que é necessário realizar a inspeção?
    Trata-se de uma tentativa de reduzir a poluição do ar em São Paulo, cuja maior parte é causada pelos veículos automotores. O ar poluído mata de 12 a 14 pessoas por dia na capital (cerca de 4.700 por ano), segundo estimativa "conservadora" do coordenador do Laboratório de Poluição do Ar da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Saldiva.
  • Onde são realizadas as inspeções?
    As inspeções podem ser agendadas para quatro locais em São Paulo: nos centros localizados na avenida Engenheiro Billings, 2.100, em Jaguaré (zona oeste), na avenida Condessa Elisabeth de Robiano, 1.822, no Parque São Jorge (zona leste), na rua Francisco Bautista, 163 (na altura do km 12 da Via Anchieta, na zona sul). Um centro na Barra Funda, localizado na rua Gustav Willi Borghoff, será inaugurado em 1º de fevereiro. Até o fim do ano, haverá 16 centros.
  • Quanto custa?
    Paga-se uma taxa de R$ 52,73 (qualquer tipo de veículo), que será devolvida via crédito se o veículo for aprovado e estiver em dia com o Denatran.
  • O que é preciso fazer para agendar a inspeção?
    O proprietário deve imprimir um boleto no site www.controlar.com.br e pagar a taxa de R$ 52,73 nos bancos credenciados. O agendamento só pode ser feito após o pagamento, no site da Controlar ou pelo telefone (0/xx/11) 3545-6868.
  • Só o proprietário pode levar seu veículo para a inspeção?
    Não. Qualquer pessoa com autorização do proprietário poderá fazer isso.
  • Quanto tempo dura a inspeção?
    Para veículos a gasolina, álcool e gás natural, o tempo médio é de 5 minutos. Para os veículos a diesel, o tempo médio é de 7 minutos. Segundo a Controlar, o tempo de permanência no centro entre a chegada e a conclusão da inspeção é no máximo de 30 minutos.
  • Em que condições um veículo pode ser reprovado na inspeção?
    A reprovação acontece se o índice de emissão de poluentes estiver acima do limite para o tipo de veículo. Os limites são definidos de acordo com o modelo e o ano.
  • Em caso de reinspeção, é preciso pagar uma nova taxa?
    O veículo que for reprovado ou rejeitado tem até 30 dias para realizar a manutenção necessária e efetuar a inspeção novamente sem o pagamento de uma nova taxa.
  • Qual a penalidade para quem não fizer a inspeção neste ano?
    Sem o certificado da inspeção, o proprietário do veículo não conseguirá renovar o licenciamento em 2009. A multa para quem for flagrado sem a inspeção é de R$ 550.
  • Se o proprietário quitar o IPVA e fizer o licenciamento antes do período de inspeção, será preciso ainda assim passar pelo processo?
    Sim. Do contrário, o proprietário terá o licenciamento de 2010 bloqueado.
  • É necessário fazer a inspeção de veículos que estão registrados no município de São Paulo, mas que ficam em outra cidade ou Estado?
    Sim.
  • Carros registrados em outros municípios, mas que estão em São Paulo, também estão obrigados a fazer a inspeção?
    Não.


  • Escrito por David Hayden às 13h14
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    Ford Fusion 2010

     Ford Fusion 2010 chega ao Brasil este ano

    Ford Fusion 2010 chega ao Brasil este ano

    Este é o novo Ford Fusion, que foi apresentado aqui em Detroit. A alteração foi apenas estética, mas as mudanças deixaram o visual mais jovial. A idéia da grade cromada com filetes grandes veio do conceito Interceptor, apresentado neste salão dois anos atrás.

    Experimente cobrir a parte superior da dianteira e repare apenas nas entradas de ar inferiores. Lembrou de algum carro brasileiro? Sim, é parecidíssimo com a entrada de ar do Focus nacional. Não é coincidência.

    Na traseira, o parachoque também teve o desenho alterado, assim como a tampa do portamalas. A lanterna traseira recebeu um vinco que acompanha o desenho do aparador.

    A produção mexicana já foi iniciada. O que significa que em breve a novidade chegará ao Brasil.

    Ford Fusion

    Ford Fusion



    Escrito por David Hayden às 13h12
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